Regras Wakeboard:

1. Segurança

Todos os atletas devem obrigatoriamente usar um colete salva-vidas.
b) Caso haja obstáculos na raia de competição e o wakeboarder seja de uma categoria que possa utilizá-los, o wakeboarder deverá obrigatoriamente usar um capacete, caso contrário será desclassificado da competição. Isso vale tanto para os dias de competição como para os treinos.

c) É responsabilidade de quem testemunhar ou descobrir uma situação de perigo potencial ou real, de avisar ao Juiz Chefe e/ou a organização do evento.

Uma conduta perigosa ou antiesportiva poderá ser apontada por qualquer competidor bem como por qualquer membro da organização do evento. Ela será julgada pelo Juiz Chefe e/ou a organização do evento.

 

2. Interpretação das Regras - Responsabilidade

Questões sobre interpretações, intenções, erros, conflitos ou adições às regras deste manual são responsabilidade final  do juiz chefe do evento.

3. Horários de Competição – Preparação

Todos os wakeboarders devem estar presentes no local do evento para competir 30 minutos antes do horário previsto para o inicio do evento. A organização se reserva ao direito de alterar a agenda do evento a qualquer momento. As mudanças podem ocorrer devido a mudanças do tempo, interesses da mídia, manutenção de equipamentos da organização, etc. As alterações serão divulgadas sempre da melhor maneira disponível no momento. Não é responsabilidade da organização informar pessoalmente cada atleta. Recomenda-se estar atento durante todo o dia do evento para eventuais mudanças.

III. Conduta

As regras oficiais de conduta e comportamento se farão cumprir em todas as competições sancionadas dentro e fora do local do evento, antes, durante e depois que o mesmo ocorrer. Será considerada conduta antiesportiva :

a) Qualquer conduta inadequada que possa causar perigo para qualquer pessoa no local do evento, seja ela participante da competição ou não.
b) Quaisquer condutas inadequadas, que possam ou não causar danos ao local do evento, aos patrocinadores ou outros apoiadores e possivelmente atrasando a competição.

c) Qualquer profanação, irreverência ou uso de linguagem vulgar em público, sendo verbalmente ou por qualquer outro tipo de mídia social, antes, durante ou depois do evento, feita por um atleta aos outros participantes, à os organizadores do evento, aos juízes, aos patrocinadores ou aos espectadores que possa quebrar a atmosfera do campeonato.

d) Caso o atleta se recusar a realizar manobras em sua passada. Simular contusão ou outro problema de saúde com intuito de atrasar a competição em benefício próprio ou de outros atletas.
e) Recusar em dar entrevistas e autógrafos ou atender a mídia.
f) Competir sem estar devidamente inscrito ou com obrigações financeiras pendentes (pagamento da inscrição).

g) Exibir logomarcas ou qualquer outro tipo de propaganda (comercial, política ou religiosa) não autorizada pela organização do evento.
h) Recusar-se a participar da cerimônia de premiação.
i) Recusar-se a utilizar a lycra do evento ou adulterá-la, incluindo ou excluindo logomarcas.

j) Consumo exagerado de bebidas alcoólicas ou qualquer outro consumo de substâncias proibidas por lei, no evento ou nas redondezas, mesmo depois de terminada a sua participação.

Danos materiais ao local do evento ou hotel oficial do evento serão punidos com desclassificação e/ou multa. As despesas decorrentes serão responsabilidade do atleta envolvido.

Toda e qualquer infração poderá ser punida pela desclassificação dos atletas envolvidos. No caso de a infração ser cometida por um não-wakeboarder, o responsável pelo evento tem o direito de banir esta pessoa do local. 

 

4. Equipamentos

1. Pranchas de wakeboard devem ser usadas em eventos competitivos de wakeboard. Todas as pranchas de wakeboard devem flutuar. As botas ou fixações para os pés devem orientar o atleta numa posição “de lado”.

2. Os wakeboarders devem providenciar seus próprios cabos e manetes. Todos os cabos usados em competição devem ser não-elásticos e devem ser aprovados pelos juízes.  É obrigação de todo atleta comunicar claramente aos juízes no barco qual o comprimento do cabo que deseja utilizar em sua passada.

3. O colete salva vidas deverá fazer com que o wakeboarder flutue caso ele esteja inconsciente mantendo a cabeça fora d’água. Ele deve também prover proteção adequada para os impactos e evitar lesões nas costelas e órgãos internos. Aconselhamos o uso de coletes aprovados pela Marinha do Brasil. O uso de qualquer outro tipo de colete é responsabilidade do atleta.

4. É responsabilidade exclusiva de cada wakeboarder ter certeza que seu equipamento esteja em condições próprias para o uso. Não é responsabilidade da organização fornecer qualquer equipamento. Tampouco é responsabilidade da organização desenroscar cabos ou fornecer chaves para aperto das botas, ou detergente para lubrificação, por exemplo.

5. Quaisquer danos aos equipamentos do competidor durante o evento é de total responsabilidade do atleta, inclusive os eventuais danos causados pela passagem nos obstáculos.

6. Todo o equipamento utilizado deverá de ser aprovado pelos juízes.

7. A distribuição do peso será feita pelo juiz chefe e/ou o piloto da bateria. Uma vez que o peso do barco esteja definido para a bateria, ele não poderá ser retirado ou alterado e todas as pessoas nele não mais poderão sair até o final da bateria.

8. O capacete (proteção para a cabeça) deve ser aprovado pelos juízes e estar firmemente preso a cabeça do atleta. Caso o capacete caia no meio da passada e o barco tenha que parar para ser recolocado, será considerada falha no equipamento e contará como queda. Caso o atleta utilize um obstáculo da raia sem o uso do capacete, será desclassificado.

 

5. Pré-requisitos

1. Antes de competir, o wakeboarder ou seu responsável legal deve assinar o “Termo de Responsabilidade” assumindo que conhece a natureza do esporte wakeboard e os riscos inerentes à prática do mesmo em competição. Os organizadores dos eventos por ela sancionados não são responsáveis por danos físicos, danos materiais e/ou danos morais ou sociais que venham a sofrer os wakeboarders, juizes e organizadores durante o evento ou durante a viagem ao mesmo.

2. Antes de competir o wakeboarder deve ter certeza de estar devidamente inscrito. É responsabilidade do atleta utilizar os meios disponíveis para realizar sua inscrição (Site www.masterboatcup.com  organizadores locais, associações regionais, etc.).

3. O wakeboarder deverá informar a organização sobre qualquer condição médica especial, incluindo, mas não limitada a, ferimentos atuais ou passados, ou qualquer condição médica pré-existente. A organização poderá não permitir que o competidor participe do campeonato de acordo com suas condições médicas.

 

6. Regras de Competição

1. Os wakeboarders devem informar ao piloto do barco, qual será a velocidade desejada. É responsabilidade do wakeboarder deixar isso bem claro. A mesma regra se aplica em relação ao comprimento que o cabo deva estar preso.

2. Qualquer atleta que não esteja pronto para sair no momento em que o barco já esteja preparado e quando já for sua vez de acordo com a ordem de entrada, passará a ser o último wakeboarder da bateria a entrar na água e será penalizado em três (três) posições no resultado da sua bateria. Caso o mesmo não esteja presente após o ultimo atleta da sua bateria finalizar a sua passada, será desclassificado. Por meio do juiz chefe, pode ceder um tempo de acréscimo se ocorrerem situações emergenciais descobertas somente no momento do atleta competir.

3. Qualquer comunicação com o barco deve ser apenas dirigida aos juízes, a qualquer momento ou ao piloto antes de sair do pontão. O wakeboarder deve usar de sinais padrões para se comunicar e, se possível, não fazer o barco parar. O uso deliberado de táticas que atrasem o andamento da competição será considerado como conduta antidesportiva e fará com que o wakeboarder fique sujeito a desclassificação.

4. Os seguintes sinais são aplicáveis em adição aos já conhecidos sinais. Use-os como for conveniente.

a) Polegar pra cima significa ir mais rápido.

b) Polegar pra baixo significa ir mais devagar.

c) Apontar para um item do equipamento significa problemas com esse item.
d) Apontar para trás em direção a um objeto, significa fragmentos na água (tocos, lixo, etc.).
e) Levantar a mão acima da cabeça significa pedido de re-ride (repetição de passada).
f) O wakeboarder que cair deve sinalizar ao barco de competição ou equipe de resgate para que esses saibam se ele está bem ou machucado.
g) Caso o atleta queira parar de andar deve movimentar uma das mãos em cima da cabeça como se estivesse batendo nela.

5. Para qualquer falha, reparo ou troca de equipamento, o atleta tem 3 minutos para reparar o equipamento. Ao perceber alguma falha, o atleta deverá soltar o manete imediatamente. Isso contará como uma queda se ocorrer dentro da raia ou na curva entre a primeira e a segunda passada. O juiz chefe terá a palavra final em dizer se o equipamento realmente teve uma falha. O equipamento pode ser reparado tanto no barco como no pontão, se for necessário. A medição do tempo de reparo começa a contar no momento em que o wakeboarder estiver na plataforma do barco (para um reparo no barco) ou quando o wakeboarder pisar no pontão (para um reparo no pontão). Caso o wakeboarder decida que irá fazer o reparo no pontão, ele só poderá começar a reparar/desmontar seu equipamento quando chegar ao pontão. O wakeboarder deve estar calçando suas botas, já no barco, no momento que o tempo de reparo terminar ou sua passada terá acabado. Caso a falha ocorra durante uma passada, após o conserto da mesma, o wakeboarder continuará sua passada a partir do ponto da queda ou de ter soltado o manete.

6. O wakeboarder pode desistir de iniciar sua passada se jogar o manete antes de entrar na raia de competição se houver algum problema (como o cabo estiver fixado no encurtamento errado). Tal atitude não acarretará em nenhuma penalidade ao wakeboarder, ele continuará a partir do ponto em que soltou o manete.

7. Condições Idênticas de Competição – Como o wakeboard é um esporte praticado ao ar livre, medidas cabíveis para que se assegurem condições idênticas e/ou ideais serão tomadas de acordo com as opiniões do Juiz Chefe e/ou organizadores do evento. Protestos e requerimento de re-ride não serão aceitos se baseados em variações nas condições de competição.

8. No caso de ocorrer condições não desejáveis de água e/ou condições meteorológicas quando um evento deva continuar, a condição de “Severidade” poderá ser aplicada nessa rodada do evento. Decisões a respeito dessa condição deverão ser de responsabilidade de um comitê composto pelo juiz chefe, organizadores do evento e somente os wakeboarders prejudicados. No entanto é reservado à organização do campeonato o direito de ter a decisão final. Essa condição não se aplica somente quando a água estiver muito agitada, mas a muitas condições de tempo, visibilidade e água que possam vir a ocorrer, condições essas que possam fazer com que o desempenho do atleta possa ser seriamente afetado. Se houver interrupção por severidade durante a passada do atleta, é facultado ao atleta o direito de iniciar novamente sua apresentação. A rotina realizada até aquele momento será desconsiderada.

9. O comitê deverá determinar qualquer modificação que se faça necessária no interesse da segurança dos wakeboarders e para que se promova uma competição justa e atrativa. Tais modificações podem incluir, mas não estão limitadas a, mudança na velocidade do barco, mudança no percurso de competição, comprimento da raia e formato. Assim que uma rodada do evento tenha sido assim designada e a disputa já tenha começado, a condição de “Severidade” deverá ser aplicada a todos os wakeboarders daquela rodada do evento, mesmo que as condições melhorem no decorrer da rodada. As pontuações no ranking não serão modificadas devido à aplicação da condição de “Severidade”.

11. Caso haja obstáculos e o wakeboarder seja de uma categoria que possa usá-los, o atleta devera usar o capacete antes de sair do pontão de saída. Não será permitido que o wakeboarder ponha o capacete no meio de sua passada. (ex.: após uma queda)

12. Durante os treinos livres não há separação por categorias, todas treinam juntas. A ordem de entrada é definida pela ordem de chegada dos wakeboarders. Perto do pontão de saída eles farão uma fila com as suas próprias pranchas. Caso algum wakeboarder furar a fila, ele irá para o final da fila. Os wakeboarders que trabalham para a ABW e também competem tem o direito de furar a fila, pois eles têm outras responsabilidades no evento.

 

7. Categorias

1. Para atletas do sexo Masculino, existem as seguintes categorias:
a) Iniciantes – Para atletas sem nenhuma experiência em campeonatos.

b) Intermediário – Atletas que já participaram de campeonatos e executam consistentemente pulos de 2 ondas dos 2 lados (wake-to-wake toe side e heel side), pegadas na prancha (grabs), giros de 180o, e manobras de base trocada (switchstance). É aceito 1 invertido básico ou rotação de 360o.

c) Avançado – Executam algumas manobras (invertidos básicos, rotações, glides ou blinds) em sua passada, e tem experiência em obstáculos.

d) Open – Para atletas que estão acima da Avançado, mas ainda não atingiram o nível da Profissional. Atletas que buscam participar da categoria PRO. Também para atletas que deixaram a PRO recentemente. Invertidos básicos, Raleys e rotações de até 540o são comuns nesta categoria.

a) Profissional (PRO) – Somente atletas de alto nível, classificados por índice técnico. É a primeira divisão do wakeboard. Invertidos com handle pass e giros acima de 540o são recomendados.

2. Para atletas do sexo Feminino, existem as seguintes categorias:

a) Feminino Open – Executam invertidos e/ou rotações em sua passada, tem experiência em obstáculos, ou que estejam em um nível acima da Feminino Amador.

O nível técnico dos atletas pode variar muito. Com isto em mente, a organização da competição poderá criar novas categorias de acordo com o nível técnico dos wakeboarders. Caso haja menos de 3 participantes, a organização da prova poderá, a seu critério, unir a categoria com outra mais próxima. Categorias poderão ser eliminadas, criadas ou misturadas por livre decisão da organização da prova.

3. Apenas a categoria Profissional e a Feminino Open podem receber prêmios em dinheiro.

4. Os wakeboarders só podem inscrever-se em uma categoria por evento. Caso o wakeboarder não participe de sua categoria por chegar atrasado ou ser desclassificado ele não poderá participar de outra categoria.

5. Caso não haja quorum para que nenhuma categoria Feminino ocorra, as wakeboarders inscritas participarão nas categorias masculinas de acordo com sua capacidade técnica, a critério da organização.

6. Somente é permitida a utilização dos obstáculos por atletas das categorias Avançado, Open, Pró e Feminino Open.

Dependendo da dificuldade técnica do obstáculo, eventualmente poderá ser limitado somente para determinadas categorias, esta decisão caberá ao Juiz Chefe ou a direção da prova, sendo que o uso de capacete de proteção é obrigatório para aqueles que forem usar os obstáculos.

O atleta que for de categoria não autorizada ou de categoria autorizada que fizer uso dos obstáculos sem o capacete de proteção será automaticamente desclassificado da competição, não cabendo nenhum recurso para essa decisão. Esta regra também vale para os treinos e visa a segurança de todos.

 

8. Julgamento

1. Os atletas serão julgados subjetivamente por sua rotina livre individual (entende-se por rotina as duas passadas entre as bóias de marcação + o Double Up se aplicável).

2. Os atletas poderão fazer qualquer manobra que queiram e na ordem que desejar. Cada wakeboarder deverá ter sua rotina julgada como um todo. O atleta é livre para realizar quaisquer manobras e na ordem que desejar.

3. Os atletas serão julgados pela competência na execução das manobras, o quão alto vão, na variedade de manobras realizadas, na dificuldade técnica de cada uma das manobras completadas, se levou cada manobra ao seu limite, uso dos obstáculos existentes (se aplicável) e também na criatividade e fluidez de sua rotina.

4. Cada manobra que o wakeboarder realizar será avaliada na pontuação da passada. Cada wakeboarder será julgado nos três critérios de julgamento subjetivo APENAS (Execução-Intensidade-Composição) para que se chegue a uma única e combinada pontuação.

5. É recomendado aos wakeboarders demonstrarem a extensão e limites de suas habilidades. Acertar o Double Up e usar os obstáculos no percurso (se aplicável), também será considerado no julgamento da rotina.

6. O julgamento da rotina começará quando o atleta cruzar a bóia de inicio de passada, e termina após a segunda queda ou após ele passar a bóia de final de segunda passada, ou após uma queda depois da bóia de 3⁄4 de percurso e, se aplicável, após a manobra no double up.

7. Só manobras que o wakeboarder completar e sair andando sem cair serão consideradas no julgamento. Mesmo que ele faça a manobra mais difícil e mais alta e cair, ela não será considerada.

8. As pegadas (grabs) só serão consideradas no julgamento se o wakeboarder realmente pegar na prancha. Tapinhas não serão considerados.

9. Raia de Competição

1. O percurso deverá ter aproximadamente entre 360 e 460 metros, isso é similar a um percurso percorrido em 28 a 30 segundos a 24 mph (40 km/ph). Ele será demarcado em ambas as extremidades da raia de competição por duas bóias (a de início de passada e a de fim de passada), ou da melhor maneira possível.

2. Haverá também a bóia de 3⁄4 do percurso da segunda passada. A bóia de 3⁄4 irá indicar o ponto a partir do qual o barco não atingirá a velocidade mínima suficiente para execução de manobras. Caso uma queda ocorra, na segunda passada, após cruzar a bóia de 3⁄4 , a passada estará encerrada. Caso haja double-up, a bóia de 3⁄4 não será considerada.

3. O barco sairá do pontão de início em direção a uma das extremidades da raia de competição. O barco fará a volta e entrará no percurso. Ele seguirá em um percurso reto demarcado pelas bóias de inicio e fim de passada. Ao final da primeira passada, o barco fará a volta imediatamente após passar a bóia de fim de passada e entrará novamente no percurso. Ao final da segunda passada o barco irá virar após passar a bóia de fim de passada e voltará ao pontão ou, se aplicável, irá preparar um double up para a direita ou esquerda, antes de voltar ao pontão.

 

10. Manobras

1. É aconselhável que os atletas realizem o máximo de manobras por passada.

2. Não há um número máximo ou mínimo de manobras exigidas e também não haverá pontos pré- determinados para nenhuma das manobras; no entanto, os wakeboarders devem se concentrar na QUALIDADE e NÃO QUANTIDADE. Por exemplo, é melhor realizar 10 manobras altas e bem executadas, do que 14 manobras baixas e mal executadas.

3. Os atletas não devem repetir nenhuma manobra. O objetivo é a realização de uma grande variedade de movimentos, levar cada manobra ao seu limite e fazer com que toda a rotina seja fluida.

4. Somente serão consideradas as manobras realizadas entre as bóias de início e final de passada. Manobras nas curvas, na saída ou retorno ao pontão não serão consideradas, a não ser que expressamente autorizadas pela organização da prova. Para a manobra ser considerada, o atleta precisa atingir a onda antes de ultrapassar a bóia de final de passada. A definição sobre a validade ou não da manobra será inteira responsabilidade dos juízes.

 

11. Double up

1. Caso a segunda passada não tenha sido finalizada devido a quedas, será dada oportunidade de uma última manobra no double up.

2. É responsabilidade do wakeboarder informar ao piloto do barco como deseja que seja feito o double up antes de deixar o pontão de saída. Ex.: Qual lado que deseja, sé é mais aberto ou fechado etc... Não haverá re-rides se houver falhas de comunicação.

3. O wakeboarder poderá alterar o lado que deseja que o double up seja realizado, sinalizando a alteração claramente para o piloto do barco e recebendo confirmação do mesmo antes do final da segunda passada.

4. O double up NÃO será realizado nas eliminatórias, somente nas finais, porém a organização do campeonato pode incluir o double up em outras fases da competição.

5. O double up somente é permitido aos wakeboarders da categoria Pro. 7

6. A organização da prova poderá permitir o double up para outras categorias, a seu critério.

7. Caso haja erro grosseiro de pilotagem, o atleta não deve ir para o Double up e explicar aos juizes a razão do pedido de novo um double up. A decisão será exclusiva dos juízes e piloto. O barco irá então realizar o percurso novamente, voltar, e realizar um novo Double up. Não haverá re-ride se for criada muita turbulência na água por esta ação. Se o wakeboarder tentar realizar qualquer manobra no double up que foi mal executado, isto quer dizer que o wakeboarder aceitou o double up e não lhe será dado à chance de fazer o double up novamente.

 

12. Quedas

1. O wakeboarder pode ter o máximo de duas quedas durante a sua rotina. Na ocorrência da primeira queda, o barco irá pegar o wakeboarder o mais rápido possível. O wakeboarder não será pego após a segunda queda, ou após a primeira queda caso ela ocorra depois da bóia de 3⁄4 do percurso da segunda passada.

2. Caso houver double up, se o wakeboarder tiver tido a sua primeira queda tanto na água ou no obstáculo após a bóia de 3⁄4 na segunda passada, ele será pego pelo barco e irá diretamente para o double up.

3. Alem da queda que o atleta tem direito durante as passadas, ele pode ter uma queda fora do percurso. Porém se ele tiver uma queda entre a primeira e a segunda passada, esta será considerada uma queda normal de passada. Ou seja, se houver uma queda na curva entre a primeira e segunda passada, será considerada queda de passada.

4. Será permitido ao wakeboarder largar o manete uma vez antes do inicio de sua primeira passada. Isto irá contar como sua queda de fora do percurso. Caso ele largue o manete na curva entre a primeira e a segunda passada isso será considerado como uma queda de passada.

5. No caso de haver obstáculos na raia de competição, o wakeboarder terá direito a uma queda extra de obstáculos e continuar a passada sem que essa queda conte como as quedas de passada na marola. Na segunda queda no obstáculo, a passada acaba. Ou seja, cada atleta poderá ter uma queda na água e outra nos obstáculos.

a) Exemplo um: O Wakeboarder cai no obstáculo e depois cai em sua primeira manobra na marola, o wakeboarder ira continuar a passada, mas na próxima queda em qualquer um deles a passada termina.
b) Exemplo dois: O wakeboarder cai no slider depois cai no Kicker, a passada termina.

6. A organização da prova pode permitir quedas extras para os atletas da categoria Profissional e deverá comunicar expressamente esta mudança.

 

13. A passada

1. A rotina de competição consiste da primeira passada entre as bóias, a segunda passada entre as bóias e se aplicável a manobra do double up.

2. O wakeboarder poderá iniciar a cavada antes da bóia de inicio de passada, porém só poderá iniciar a manobra estando alinhado ou após a bóia de início de passada.

3. Manobras iniciadas antes da bóia de final de passada e completadas após essa mesma bóia de final de passada serão consideradas válidas.

4. Nas eliminatórias a rotina acaba quando o wakeboarder cair pela segunda vez ou passar a bóia de final da segunda passada.

5. Nas finais, se aplicável, a rotina acaba após a manobra no double up.

6. Não serão consideradas no julgamento manobras realizadas entre a bóia de final da primeira passada e a bóia de inicio da segunda passada, ou entre a bóia de final da segunda passada e a manobra no double up, ou a caminho para o pontão.

7. Qualquer atleta que, após uma queda, nade no sentido contrário para ganhar vantagem, não será pego novamente pelo barco e sua passada terá terminado.

8. RE-RIDES – Não haverá re-rides (repetição de passada) por variação percebida na velocidade do barco ou double up não perfeito. Re-rides poderão ser dados pelos juizes no barco, inclusive o piloto, por falha no equipamento do barco ou por erro grosseiro de pilotagem. Mesmo assim, só serão permitidos se o wakeboarder não for executar a manobra. Uma vez que ele foi para a manobra, independente das condições, significa que ele aceitou as condições e não haverá chances para protesto. Caso acontecer um re-ride ele será apenas da passada afetada e não de toda a rotina. Não serão concedidos re-rides por falha do equipamento individual do atleta. Re-rides serão concedidos imediatamente. Todo re-ride deve ocorrer antes do início da apresentação do próximo atleta. Não serão concedidos re-rides baseados em condições climáticas ou de condições da raia. O atleta que desejar solicitar um re-ride deve solicitá-lo enquanto estiver na água, e deve solicitá-lo aos juízes do barco e a decisão será tomada pela maioria dos juízes ou juiz chefe. Não serão aceitos vídeos, fotos ou qualquer outro meio eletrônico para justificar o re-ride.

10. Só passam para as finais wakeboarders que tenham pontuado na eliminatória. Em categorias com oito ou menos wakeboarders onde todos passam para final, caso algum deles tenha feito zero pontos na eliminatória, ele não passará para a final. Essa regra não se aplica a categorias de iniciantes e estreantes.

 

14. Critério de Julgamento

1. Critério de pontuação – Os wakeboarders serão julgados na dificuldade e competência das manobras realizadas, o quão grande elas foram, a variedade de manobras colocadas nas suas passadas e também na criatividade e fluidez da sua rotina, como um todo. A rotina terá uma pontuação que irá de um mínimo de 0 a um máximo de 100 pontos. Os juizes irão pontuar os wakeboarders em cada um dos três critérios a seguir:

a) 33.3 PONTOS – EXECUÇÃO
Esse critério irá refletir a dificuldade técnica e perfeição de cada manobra realizada na água bem como nos

obstáculos se aplicável, assim como a conclusão bem sucedida de toda a rotina com um mínimo de quedas.

b) 33.4 PONTOS – INTENSIDADE
Esse critério irá refletir o grau de desempenho com que cada manobra foi realizada, a amplitude com a qual as manobras foram efetuadas. A passada como um todo será julgado por esse critério.

c) 33.3 PONTOS – COMPOSIÇÃO
Esse critério reflete a composição geral da rotina em termos da habilidade do wakeboarder em combinar uma grande variedade de manobras, em uma seqüência fluída e criativa.

2. Serão três juízes, que irão julgar do barco. Todos os juízes avaliarão os 3 quesitos.

3. O julgamento é feito por comparação, entre os wakeboarders de uma mesma bateria. Os pontos de uma bateria não podem ser comparados com outra bateria da mesma categoria ou de outra categoria.

 

15. Protestos

1. Nenhum protesto verbal será considerado nas decisões de julgamento pelos juizes. Qualquer protesto somente pode ser feito pelo wakeboarder envolvido, POR ESCRITO no formulário oficial de protesto, imediatamente em seguida e em até 10 (dez) minutos ou após a divulgação dos resultados oficiais ou depois de ocorrido a razão do mesmo.

3. O Wakeboarder irá se dirigir à juria e entrar em contato com o Juiz chefe ou o responsável pela pontuação e pedir o formulário de oficial de protesto. Após um dos dois receberem o formulário preenchido o protesto será inicialmente julgado pelo Juiz Chefe e se necessário irá revisar as fichas de juizes. Caso for necessário o Juiz Chefe irá se reunir com a comissão julgadora da categoria para discutir o protesto. Se possível todos os juizes da categoria irão se reunir com o wakeboarder que fez o protesto para discuti-lo.

4. Caso o protesto ocorra na água durante a passada do wakeboarder ele será enviado para o Juiz Chefe ou o responsável pela pontuação. O protesto será anotado pelo responsável pela pontuação no formulário oficial de protesto até que o wakeboarder esteja apto a assinar e completar o formulário. O Juiz Chefe irá seguir os passos seguintes para julgar o protesto.

5. Todos os Juizes de todas as categorias devem estar presentes na juria imediatamente após o final da ultima categoria do dia ou do evento de premiação e devem ficar lá por 20 minutos para responder a possíveis questões dos wakeboarders. Caso não estejam todos presentes, os protestos serão analisados pelo juiz chefe e pelo restante da comissão julgadora presente no momento.

6. Não serão aceitos protestos em relação às colocações definidas pelos juizes.

7. Devido ao sistema subjetivo de pontuação, a natureza e o espírito do wakeboard, filmagens em vídeo ou qualquer outro formato não serão usado pelos juízes, atletas ou representantes para julgar qualquer tipo de dúvida.

 

16. Colaboradores e Juizes

1. Os wakeboarders que estiverem disponíveis durante todo o campeonato para ajudar na organização, seja como juiz, piloto, digitador, etc., receberão no final do campeonato a devolução do valor de uma inscrição em multa. A organização se reserva ao direto de julgar quem é que esteve disponível durante todo o campeonato para receber o valor da inscrição de volta. Todos têm de pagar a Inscrição, não serão aceitas inscrições sem pagamento por que a pessoa trabalhará no evento. Ela receberá de volta o valor da inscrição sem multa no final do evento.

2. Aqueles que aceitarem e forem designados para serem juizes deverão sempre estar à disposição da organização durante todo o evento. Não serão aceitos atrasos dos colaboradores.

 

17. Informações Extras

Patrocinadores: Toda a área do evento estará sobre controle dos organizadores para efeito de patrocínio. 

4. Lycras: Os wakeboarders deverão fazer suas passadas usando a lycra do evento. A recusa será entendida como conduta antiesportiva.

Inscrições: O critério para inscrições estará na ficha de inscrição para cada etapa. Não será devolvido o valor caso o wakeboarder não compareça ao evento. O valor poderá ser restituído desde que o wakeboarder faça o cancelamento de sua inscrição até a data limite para pagamento sem a multa. Caso o wakeboarder sofra alguma lesão ou esteja doente e impeça a sua participação no campeonato ele terá a sua inscrição restituída se ele informar o Juiz Chefe ou o responsável pela pontuação antes que seu nome esteja publicado na ordem de entrada de sua categoria da eliminatória, após a eliminatória não haverá restituição. 

7. A organização poderá não permitir que o competidor participe do campeonato de acordo com suas condições físicas no momento da competição caso entenda que a participação do atleta representa um risco a sua saúde ou de outros atletas e pessoas envolvidos no evento. Drogas e embriaguez por exemplo. Neste caso o atleta será punido por desclassificação.